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BAGDÁ: UM INFERNO AQUI NA TERRA? (por IGOR GIELOW)

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IGOR GIELOW SEMPRE TEREMOS O HELIPORTO BAGDÁ, UM INFERNO AQUI NA TERRA? Sempre teremos o heliporto Bagdá mergulhada em guerras sectárias RESUMO A vida em Bagdá ainda é percebida por seus habitantes como um "inferno", embora os piores momentos já tenham passado. Postos de controle, tráfico de armas e uma guerra sectária entre xiitas e sunitas marcam o cotidiano bagdali, entre o caos geral e a tranquilidade artificial da Zona Verde, controlada pelos EUA. IGOR GIELOW O PERENE véu de areia que cobre Bagdá estava particularmente espesso numa calorenta manhã de julho de 1997, quando Nezar Mhawi, então com 16 anos, atravessava a ponte Ahrar em direção à loja de ferragens em que trabalhava com seus primos, no bazar Shorja, no centro da cidade. Eram cerca de 7h30 e ele teve de limpar os olhos. "Era um borrão negro, que virou uma mulher de abaya, puxando duas crianças e com um bebê no colo. Ela o jogou no rio como se fosse um saco de lixo", conta Mhawi. Vent...

CESAR MAIA: "E A VENDA DA MACONHA?

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CESAR MAIA Volta ao pregão brasileiro a legalização da maconha. Já não se trata da descriminalização do uso em pequenas quantidades, mas de excluir essa "droga leve" do rol dos delitos. Seria a mágica criação de um mercado, com demanda, mas sem oferta. Alguns avançam e sugerem plantar maconha familiar. São feitos vídeos com personalidades defendendo a legalização. As marchas são liberadas. Enquanto isso, na Holanda, onde o consumo em locais determinados é permitido, desde que com apresentação de carteirinha, o caminho é o inverso. A legislação está sendo revista. Reduzem-se as quantidades criminalizáveis. Proíbe-se o turista de comprar. E se inicia um processo de definição de maconha de alta intensidade tóxica, para proibi-la. No Brasil, é tal espécie a que mais atrai. O "polígono da maconha", no Nordeste, é para festinhas. O que importa mesmo é a paraguaia, de maior intensidade, tipo "skank", com concentração de quase 20% em comparação aos 2,5% da...

Renata Lo Prete escreve o diário da Republica

Próximo Texto | Índice | Comunicar Erros Painel RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br Causa suprapartidária O Palácio do Planalto recebeu com alívio a ausência de repercussão negativa do novo recuo de Dilma Rousseff, que, depois de repetidas sinalizações em contrário, aceitou prolongar por mais 90 dias a sobrevivência dos mais de R$ 4 bi de "restos a pagar" do Orçamento de 2009, cedendo à pressão dos congressistas. À diferença do que ocorreu quando da reviravolta de opinião da presidente sobre o fim do sigilo eterno de documentos oficiais, agora ninguém deu um pio. Ocorre que deputados e senadores da oposição têm uma fatia desse bolo. Isso foi lembrado a eles, por emissários do governo, durante a longa negociação que resultou no anúncio da noite de quarta-feira. Menos, menos Dilma não gostou da forma como Guido Mantega explicou a prorrogação do decreto. Avalia-se que o ministro da Fazenda "carregou" na questão da austeridade, falando inclusive em congelame...

Diário da Republica, por Renata Lo Prete

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Próximo Texto | Índice | Comunicar Erros Painel RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br Agora vamos ver Com a decisão de prorrogar por mais 90 dias o decreto que garante a sobrevivência dos "restos a pagar" de anos anteriores, tomada por Dilma Rousseff depois de repetidas sinalizações em contrário, a presidente espera obter, de imediato, a colaboração da base aliada no que diz respeito à Emenda 29 e à LDO. No primeiro caso, o Planalto até aceita a votação do projeto que estabelece percentuais mínimos de gasto público com saúde, desde que na versão existente na Câmara -o texto do Senado é mais "gastador". Quanto à Lei de Diretrizes Orçamentárias, o objetivo é reduzir as armadilhas para o governo presentes no relatório do deputado Marcio Reinaldo (PP-MG). Intensivão Em reunião da bancada do PR dominada pela iminência do facão nos "restos a pagar", Anthony Garotinho (RJ) pediu ao líder Lincoln Portela (MG): "Me dá um mês pra fazer oposição que e...

Delfim Netto: "A alegre aceitação dessa "nova" divisão internacional do trabalho (para a China a indústria, para a Índia os serviços e para o Brasil alimentos e minérios) põe em risco o futuro da economia brasileira"

ANTONIO DELFIM NETTO A pergunta A grande pergunta a ser feita à sociedade brasileira (e, em particular, ao poder incumbente de plantão) é: como vamos proporcionar empregos de boa qualidade a quase 150 milhões de cidadãos com idade entre 15 e 65 anos que viverão em 2030? Talvez seja bom recordar alguns preliminares: 1) Nossa memória é curta e nosso entusiasmo é grande. Esquecemos que "quebramos" duas vezes nos últimos 16 anos (1998 e 2002) e fomos socorridos pelo FMI para honrar nossos compromissos externos, o que garantiu a continuidade de nossa democracia; 2) Todas as crises que abortaram o crescimento do Brasil nos últimos 50 anos foram produzidas por dificuldades no financiamento do deficit em conta-corrente ou por uma crise de energia; 3) A grande mudança da situação externa não foi resultado de particular melhoria na política macroeconômica. Foi consequência da expansão mundial (da China, especialmente), que aumentou a demanda dos produtos que estávamos preparado...

Cuidados ao tuitar

Como um tuíte acabou com festa de brasileiro na Austrália "Embarquei para a Austrália como turista, em abril. Tenho como hobby ser DJ. Um cara que eu conheci aqui no Brasil ficou de me conseguir umas festas para tocar lá. Ele agendou uma festa. Depois, coloquei no Twitter: 'Just got my first gig in Sydney!'. 'Gig' é 'festa', mas também pode ser 'trampo'. Quando cheguei, fui parado na imigração. Levaram o meu celular. Nessa hora, devem ter visto o meu Twitter. Aí vieram me perguntar. Eu disse que não tinha ido lá trabalhar. Disseram que não era o que dizia o meu Twitter. Passei a noite num centro de imigrantes e embarquei no dia seguinte. Não tenho orgulho nem vergonha do que houve. Não me senti invadido por terem visto o Twitter. Era público. Aprendi: sei que não posso ficar postando coisas em redes sociais para todos. Bloqueei meu Twitter. Só quem pedir permissão para me seguir vê o que eu escrevo. Aí eu posso falar à vontade." Albert...

Entrevista: Cezar Peluso, presidente do STF

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Texto Anterior | Próximo Texto | Índice | Comunicar Erros ENTREVISTA DA 2ª CEZAR PELUSO Há dados que podem pôr em risco segurança do país AO FALAR DO SIGILO ETERNO DE DOCUMENTOS, PRESIDENTE DO SUPREMO DIZ QUE O PROBLEMA É QUE NÃO APENAS O POVO FICA SABENDO TUDO, MAS OS INIMIGOS DO PODER E DO PAÍS TAMBÉM FELIPE SELIGMAN DE BRASÍLIA Em uma das poucas entrevistas concedidas desde que assumiu a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Cezar Peluso, 68, disse que o sigilo de determinados documentos é necessário para preservar a "segurança do Estado" e fez enfática defesa de reuniões fechadas entre os ministros antes das sessões públicas. Ele recebeu a Folha em seu gabinete na última quarta-feira, quando afirmou que a chamada PEC dos Recursos- proposta de emenda constitucional de sua autoria que considera transitadas em julgado ações examinadas em segunda instância- é uma proposta "de caráter pessoal", e não do Supremo. Peluso também avalio...