sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Marta Suplicy e a política de Estado

A marca de Marta Em sua primeira entrevista oficial, ministra fala à Folha sobre sua gestão, que pode dobrar impacto da renúncia fiscal sobre o orçamento Sergio Lima/Folhapress A ministra da Cultura, Marta Suplicy, em seu gabinete, em Brasília FERNANDA MENA MATHEUS MAGENTA ENVIADOS ESPECIAIS A BRASÍLIA Após pouco mais de 50 dias à frente do MinC, durante os quais a frase "estou estudando este assunto" foi resposta padrão para questões sobre temas espinhosos da pasta, Marta Suplicy mudou o discurso: "Já estou dando aula em algumas áreas por aqui". Apesar de dizer que não pretende deixar uma marca sua no MinC -"Fui chamada pela presidenta Dilma para criar uma política de Estado"-, Marta articulou uma agenda positiva que, nos últimos dois meses, movimentou o setor mais que sua antecessora em um ano inteiro. Propôs editais exclusivos para afrodescentes, acelerou a tramitação do Vale Cultura e promoveu a aprovação do Sistema Nacional de Cultura. Contradizendo o discurso antipersonalista, uma de suas primeiras medidas foi readequar o projeto das Praças dos Esportes e da Cultura para o conceito dos CEUs (Centros Educacionais Unificados), grife de sua gestão na Prefeitura de São Paulo. Com 360 unidades já licitadas no país, as Praças, parte do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), se chamarão CEUs das Artes. "Achei que o enfoque deveria ser outro. Serão grandes espaços em que pessoas de teatro, artes plásticas e música trabalharão juntas." Em sua primeira entrevista oficial como ministra, Marta levou respostas prontas para eventuais questionamentos sobre Kassab, mensalão e Ecad. E enumerou suas prioridades: "Passar as novas leis de incentivo fiscal [ProCultura] e de direitos autorais, aprovar o Vale Cultura e aumentar a inclusão social pela via cultural". Segundo a ministra, a proposta de reformulação da Lei Rouanet, que tramita na Câmara há mais de um ano, deve ser apresentada neste mês pelo deputado Pedro Eugênio (PT-PE), relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação da Casa. "Fiquei com ele ontem até tarde discutindo o impacto [financeiro] do projeto, mas acho indelicado falar sobre isso sem ele aqui." A Folha apurou que, se aprovada, a nova lei praticamente dobraria o impacto orçamentário atual, chegando a R$ 3 bilhões. O valor, segundo especialistas, não sofreria resistência na Fazenda. Com isso, o incremento de recursos destinados ao Fundo Nacional de Cultura aumentaria de R$ 256 milhões para R$ 800 milhões.
A marca de Marta Em sua primeira entrevista oficial, ministra fala à Folha sobre sua gestão, que pode dobrar impacto da renúncia fiscal sobre o orçamento Sergio Lima/Folhapress A ministra da Cultura, Marta Suplicy, em seu gabinete, em Brasília FERNANDA MENA MATHEUS MAGENTA ENVIADOS ESPECIAIS A BRASÍLIA Após pouco mais de 50 dias à frente do MinC, durante os quais a frase "estou estudando este assunto" foi resposta padrão para questões sobre temas espinhosos da pasta, Marta Suplicy mudou o discurso: "Já estou dando aula em algumas áreas por aqui". Apesar de dizer que não pretende deixar uma marca sua no MinC -"Fui chamada pela presidenta Dilma para criar uma política de Estado"-, Marta articulou uma agenda positiva que, nos últimos dois meses, movimentou o setor mais que sua antecessora em um ano inteiro. Propôs editais exclusivos para afrodescentes, acelerou a tramitação do Vale Cultura e promoveu a aprovação do Sistema Nacional de Cultura. Contradizendo o discurso antipersonalista, uma de suas primeiras medidas foi readequar o projeto das Praças dos Esportes e da Cultura para o conceito dos CEUs (Centros Educacionais Unificados), grife de sua gestão na Prefeitura de São Paulo. Com 360 unidades já licitadas no país, as Praças, parte do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), se chamarão CEUs das Artes. "Achei que o enfoque deveria ser outro. Serão grandes espaços em que pessoas de teatro, artes plásticas e música trabalharão juntas." Em sua primeira entrevista oficial como ministra, Marta levou respostas prontas para eventuais questionamentos sobre Kassab, mensalão e Ecad. E enumerou suas prioridades: "Passar as novas leis de incentivo fiscal [ProCultura] e de direitos autorais, aprovar o Vale Cultura e aumentar a inclusão social pela via cultural". Segundo a ministra, a proposta de reformulação da Lei Rouanet, que tramita na Câmara há mais de um ano, deve ser apresentada neste mês pelo deputado Pedro Eugênio (PT-PE), relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação da Casa. "Fiquei com ele ontem até tarde discutindo o impacto [financeiro] do projeto, mas acho indelicado falar sobre isso sem ele aqui." A Folha apurou que, se aprovada, a nova lei praticamente dobraria o impacto orçamentário atual, chegando a R$ 3 bilhões. O valor, segundo especialistas, não sofreria resistência na Fazenda. Com isso, o incremento de recursos destinados ao Fundo Nacional de Cultura aumentaria de R$ 256 milhões para R$ 800 milhões.
A marca de Marta Em sua primeira entrevista oficial, ministra fala à Folha sobre sua gestão, que pode dobrar impacto da renúncia fiscal sobre o orçamento Sergio Lima/Folhapress A ministra da Cultura, Marta Suplicy, em seu gabinete, em Brasília FERNANDA MENA MATHEUS MAGENTA ENVIADOS ESPECIAIS A BRASÍLIA Após pouco mais de 50 dias à frente do MinC, durante os quais a frase "estou estudando este assunto" foi resposta padrão para questões sobre temas espinhosos da pasta, Marta Suplicy mudou o discurso: "Já estou dando aula em algumas áreas por aqui". Apesar de dizer que não pretende deixar uma marca sua no MinC -"Fui chamada pela presidenta Dilma para criar uma política de Estado"-, Marta articulou uma agenda positiva que, nos últimos dois meses, movimentou o setor mais que sua antecessora em um ano inteiro. Propôs editais exclusivos para afrodescentes, acelerou a tramitação do Vale Cultura e promoveu a aprovação do Sistema Nacional de Cultura. Contradizendo o discurso antipersonalista, uma de suas primeiras medidas foi readequar o projeto das Praças dos Esportes e da Cultura para o conceito dos CEUs (Centros Educacionais Unificados), grife de sua gestão na Prefeitura de São Paulo. Com 360 unidades já licitadas no país, as Praças, parte do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), se chamarão CEUs das Artes. "Achei que o enfoque deveria ser outro. Serão grandes espaços em que pessoas de teatro, artes plásticas e música trabalharão juntas." Em sua primeira entrevista oficial como ministra, Marta levou respostas prontas para eventuais questionamentos sobre Kassab, mensalão e Ecad. E enumerou suas prioridades: "Passar as novas leis de incentivo fiscal [ProCultura] e de direitos autorais, aprovar o Vale Cultura e aumentar a inclusão social pela via cultural". Segundo a ministra, a proposta de reformulação da Lei Rouanet, que tramita na Câmara há mais de um ano, deve ser apresentada neste mês pelo deputado Pedro Eugênio (PT-PE), relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação da Casa. "Fiquei com ele ontem até tarde discutindo o impacto [financeiro] do projeto, mas acho indelicado falar sobre isso sem ele aqui." A Folha apurou que, se aprovada, a nova lei praticamente dobraria o impacto orçamentário atual, chegando a R$ 3 bilhões. O valor, segundo especialistas, não sofreria resistência na Fazenda. Com isso, o incremento de recursos destinados ao Fundo Nacional de Cultura aumentaria de R$ 256 milhões para R$ 800 milhões.

sábado, 25 de agosto de 2012

ENTREVISTA - MÔNICA BAUMGARTEN DE BOLLE Brasil deveria assumir vocação para agroindústria PARA DIRETORA DO INSTITUTO DE ESTUDOS DE POLÍTICA ECONÔMICA/CASA DAS GARÇAS, PODE SER ENGANO COMPETIR EM TECNOLOGIA DE PONTA LUCAS VETTORAZZO DO RIO O Brasil precisa decidir qual é a vocação de sua economia, diz a economista Mônica Baumgarten de Bolle, 40, diretora do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças, local que reúne economistas de pensamento liberal, muitos deles formados na PUC-RJ. "Se for mais baseada em serviços, e não em indústria, isso não é necessariamente ruim", diz Mônica, também professora da PUC-RJ. Mas o caminho, em sua opinião, está no setor agroindustrial. O mundo globalizado, explica ela, não permite que os países sejam competitivos em todas as áreas industriais. Por isso é preciso encontrar um setor e focá-lo. X XX XXX JOSE FLAVIO O foco. Qual o foco para concentrarmos nossos esforcos? Como o Brasil é continental, deveremos ter alguns focos. Nao somente um foco. Instalados no Governo os interesses da industria. Informatica, automoveis e remedios, as mais poderosas, com matrizes fora do país. Todas com foco diferente. Como encontrar o interesse brasileiro? Dificil, muito dificil.
Pai prepara filha para nataçao
Auta e Xandy