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RANIER BRAGON escreve-nos o DIÁRIO DE LÁ REPUBLICA BRASILENA

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RANIER BRAGON (interino) - painel@uol.com.br Carimbo oculto As medidas de transparência anunciadas pelo governo de Dilma Rousseff após a polêmica da emissão de "superpassaportes" a filhos do ex-presidente Lula não se mostraram, na prática, tão abrangentes quanto o prometido. Portaria de janeiro determinava que além de o ato de concessão sair no "Diário Oficial", a solicitação e o "despacho do ministro das Relações Exteriores" deveriam ser publicados na internet. Questionada pelo fato de não haver sinal claro dos dados no site do Itamaraty, a assessoria respondeu, três dias depois, tê-los movidos para área de maior visibilidade. O que se vê, porém, é a mera reprodução dos atos publicados, sem conteúdo do pedido e da aprovação, destoando do que prega a nova regra. DNA Causou estranheza no Itamaraty a escolha de Laércio Antonio Vinhas, diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear, para representar o Brasil na Agência Internacional de Energia Atômi...

Você tem privacidade?

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Celebridades descelebradas A privacidade se tornou um mito e, já que é impossível retroceder, é preciso gerir essa nova imagem pública NÃO SE iluda: as mídias sociais e as bases de dados de comércio eletrônico acabaram com qualquer pretensão de privacidade. Filtradas pelos algoritmos inteligentes dos mecanismos de buscas, elas facilitaram o acesso e a identificação de praticamente qualquer pessoa, por mais que respeitem o anonimato de seus usuários. Quando a informação é muita, não é difícil fazer cruzamentos únicos de variáveis. Quem vive naquele bairro, trabalha naquela empresa, come naquele restaurante, abastece o carro com aquela frequência, usa aquele computador e aquele telefone, acessa aqueles sites, clica naqueles links e compra aqueles produtos é facílimo de rastrear. Já que é impossível (e bem pouco prático) viver fora do grid de informação digital, é preciso administrar a imagem pública em um ambiente em que até aspirantes a tuiteiros se tornaram celebridades, mesmo ...

Comportamento

Texto Anterior | Índice | Comunicar Erros ROSELY SAYÃO MUDANÇA DE COMPORTAMENTO Na crise dos seis anos, a criança manifesta sua angústia por meio de rebeldia, dependência e medo MUITOS PAIS de crianças entre cinco e sete anos estão estranhando suas atitudes. "Minha filha está irreconhecível, fala palavrão e me desobedece", escreveu uma mãe. "Meu filho está com comportamento adolescente, se rebela contra mim o tempo todo", testemunhou outra. É verdade: nessa fase da vida ocorrem mudanças. Algumas vezes reaparecem situações que aparentemente já haviam sido superadas. O medo, por exemplo. A criança pequena expressa medo com frequência: do escuro, da bruxa, de ficar sem a mãe, de uma determinada música ou de um animal. Aos poucos, com o apoio firme dos pais, deixa de mostrar esse estado afetivo com tanta facilidade. Talvez não deixe de sentir medo, mas o enfrenta com recursos construídos ao longo do tempo. Mas, perto dos cinco, seis anos, o medo pode voltar a...

ELIANE CATANHEDE

Texto Anterior | Próximo Texto | Índice | Comunicar Erros ELIANE CANTANHÊDE Guerra de dossiês BRASÍLIA - Quantos ministérios o PTB tem no governo? Nenhum. E algum cacique ou parlamentar do partido anda triste pelos cantos, ameaçando romper? Não. Tenham ou não ministérios, os petebistas são governo -e não pelos belos olhos de Dilma. Foram governo com Fernando Henrique, continuaram com Lula e não largaram o osso nem mesmo quando o chefão Roberto Jefferson detonou o mensalão e explodiu a aura do PT. Transporte-se (a alusão ao ministério em crise não foi por acaso...) a premissa para o PR e conclui-se que as ameaças dos "republicanos" depois da perda dos Transportes não passam de "chororô de derrotados", como Lula classificou a inglória resistência dos iranianos ao regime Ahmadinejad. O PR, como o PTB, não sabe fazer política sem as benesses do poder. Ninguém imagina Valdemar Costa Neto e Lincoln Portela, por exemplo, engrossando o coro da oposição no primeiro...

FILHOS PREDILETOS É normal, acontece na maioria das famílias, mas os pais nunca admitem suas escolhas, o que pode complicar as coisas

FILHOS PREDILETOS É normal, acontece na maioria das famílias, mas os pais nunca admitem suas escolhas, o que pode complicar as coisas IARA BIDERMAN DE SÃO PAULO Você não faz diferença entre seus filhos. Mentira, dizem psiquiatras, psicanalistas e psicólogos. Como eles são do ramo e têm material para refletir sobre as histórias de milhares de famílias (tão iguais quanto diferentes da sua), não dá para descartar essa opinião -como somos tentados a fazer se um dos filhos reclama que o outro é o queridinho. "A maioria dos pais, se não todos, tem um filho preferido", diz à Folha a psicóloga americana Ellen Libby, do alto de sua experiência de 35 anos atendendo em consultório e no centro de saúde mental da Universidade de Maryland. "Mas são raros os que admitem isso", acrescenta ela, que é autora do livro "The Favorite Child" (sem edição em português). Antes que algum pai ou mãe se sinta culpado, é bom saber que para ela, como para outros especialistas ...

Dilma age rápido na crise de olho na classe média Presidente usa pesquisas de opinião para nortear ação nos Transportes

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Dilma age rápido na crise de olho na classe média Presidente usa pesquisas de opinião para nortear ação nos Transportes Datafolha mostrou que demora no afastamento de Palocci causou perda de apoio ao governo nesta faixa de renda NATUZA NERY DE BRASÍLIA Ao menos uma preocupação orientou o governo na crise no Ministério dos Transportes desde seu primeiro dia: a repercussão do escândalo na classe média. A presidente Dilma Rousseff viu dados de pesquisas internas de opinião, analisou o impacto do caso nesse estrato social e, em seguida, concluiu que "a linha (de ação) está boa". Interlocutores descreveram a cena, afirmando que a decisão de afastar rapidamente os suspeitos de irregularidade da pasta "pegou bem" entre os entrevistados com melhor remuneração, justamente a base social que Dilma quer pavimentar como ativo político neste mandato. No primeiro dia da crise, a presidente determinou o afastamento de quatro servidores citados em reportagem da revista ...
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KANT (1724-1804) TRADIÇÃO Ao reivindicar que animais -ao menos os primatas superiores- possam usufruir de um direito reservado às pessoas, esses grupos pretendem colocar em xeque uma tradição filosófica e cultural de séculos, que o direito apenas formaliza. Segundo essa tradição, os homens se definem por oposição aos animais, sendo estes inferiores àqueles por estarem desprovidos da razão, da palavra e da preocupação recíproca pelos seres humanos. Para René Descartes (1596-1650), por exemplo, os bichos não passam de autômatos, já que, desprovidos de alma, não dispõem senão da pura mecânica do corpo. Para Kant (1724-1804) -cujo pensamento exerceu tanta influência sobre a jurisprudência-, já que animais são seres desprovidos de julgamento, os homens não têm nenhum dever em relação a eles, a não ser um dever indireto com respeito à própria humanidade. O pensamento ocidental seguiu praticamente na mesma toada até Heidegger e Levinas, no século 20. Raros foram os pensadores que, com...